Pular para o conteúdo

Auxílio Brasil caixa retoma consignado vale a pena pegar esse empréstimo

Auxílio Brasil caixa retoma consignado vale a pena pegar esse empréstimo. O empréstimo do Auxílio Brasil foi renovado. Então, depois de uma suspensão que durou cerca de duas semanas. Nos primeiros dias, a linha de crédito gerou muito interesse dos beneficiários e gerou longas filas nas agências da Caixa. Mas vale a pena?

Especialistas ouvidos pela InvestNews afirmam que comparado a outras linhas de crédito, o empréstimo Auxílio Brasil não vale a pena porque tem juros mais altos. Considerando que muitos beneficiários não têm acesso a outros produtos de crédito, o envio do Auxílio pode ser uma saída, mas apenas se for utilizado apenas em casos extremos, como última alternativa.

Os juros salariais do Auxílio Brasil giram em torno de 50% ao ano. A taxa é muito mais alta do que outras remessas. Por exemplo, para os trabalhadores do sector privado, a taxa que os bancos cobram sobre os seus recibos de pagamento é em média de 37% ao ano, de acordo com dados do banco central. Para pensionistas e aposentados, 26%. Para o crédito pessoal não consignado (ou seja, empréstimos que não têm descontos automáticos no salário ou nos benefícios), as taxas de juros são superiores a 80% ao ano, segundo o BC. Confira a comparação abaixo:

Auxílio Brasil caixa retoma consignado vale a pena pegar
Auxílio Brasil / Foto Canva Pró

Como funciona o envio do Auxílio Brasil?

Quem recebe o Auxílio Brasil pode solicitar o empréstimo consignado. As parcelas são descontadas diretamente do benefício (ou seja, quem solicitar o envio receberá um valor menor do Auxílio Brasil nos meses seguintes).

O desconto não poderá ultrapassar 40% do valor fixo do apoio, ou seja, com relação ao valor de R$400, a amortização é de no máximo R$160. Além disso, o prazo máximo de amortização é de 2 anos e os juros são de até 3,5% ao mês.

Vale a pena contratar um empréstimo do Auxílio Brasil?

Apesar dos juros mais elevados do que outras modalidades de crédito consignado, especialistas alertam que em muitos casos a linha Auxilio Brasil pode ser a única opção de empréstimo para pessoas de baixíssima renda.

Não há nada no mercado para esse tipo de público. Porque são pessoas que não têm oportunidade de pedir empréstimo em outro local. Acabou sendo um programa social único, embora tenha outras linhas que terão taxas mais acessíveis.

“Vamos supor que um casal que está nessa classificação (para ser beneficiário) receba cerca de R$420 por mês, sem incluir o auxílio. Esse grupo geralmente acaba informalmente e não possui conta corrente. Com isso, eles não têm perfil para conseguir empréstimo porque precisam ter nome limpo, comprovante de renda e conta em banco.”

Uma alternativa para esse público seria contrair empréstimos junto a empresas que oferecem crédito para quem está negativado, mas com taxas de juros absolutamente insuportáveis. “Para quem não necessita comprovação de renda, a taxa por ano deste empréstimo é maior que  200% anual. É quase uma chantagem mesmo.

Vamos fazer na ponta do lápis: levando em consideração o prazo máximo de vencimento e o teto de amortização definido pelo Ministério da Cidadania, o valor máximo que os beneficiários podem tomar emprestado é de R$2.569,34. Essa pessoa desconta então R$160 do seu benefício Auxílio Brasil. Ao final de 2 anos a dívida seria de R$3.840.

Pelo mesmo empréstimo de R$2.569,34 com uma instituição que oferece crédito para negativados a uma taxa aproximada de 200% ao ano, o consumidor acabaria com uma dívida de R$6.863,28. Esse empréstimo é mesmo para quando a pessoa não tem a quem recorrer.

Quando conseguir um empréstimo?

Embora o empréstimo Auxílio Brasil seja relativamente a opção mais cara para pessoas de renda muito baixa, os especialistas recomendam a contratação do empréstimo apenas como último recurso, pois a taxa de juros é considerada bastante elevada (em torno de 50% ao ano).

Minha recomendação é que seja apenas um último recurso, uma emergência, um caso médico. Porque se a pessoa já estiver com problemas financeiros, amanhã ela terá um desconto de R$160 no benefício e ficará ainda mais empobrecida.

Portanto, esse empréstimo só deve ser utilizado em situações que a pessoa considere urgentes e aponta duas situações em que um empréstimo do Auxílio Brasil poderia dar certo.

“O primeiro em termos de realmente se livrar de dívidas mais caras. “Tenho um empréstimo com taxas de juros mais altas.” A segunda: médica, emergência médica, a pessoa precisa de medicação, de exame”, afirma, frisando que não é recomendado pegar crédito para consumo.

Outra dica do especialista é buscar um negócio que resulte no menor pagamento possível, mesmo que acabe alongando a dívida. Ele ressalta que essa não é uma recomendação que costuma ser feita na hora de contratar um empréstimo, mas no caso do Auxílio Brasil público, em situação de maior vulnerabilidade financeira, é preciso ficar atento para comprometer menos com as contas do dia a dia.

Quando as pessoas conseguem um empréstimo, elas podem desejar sair o mais rápido possível. Mas quando ela o faz, infelizmente, o reembolso acaba sendo um desafio muito maior do que ela poderia suportar, e isso prejudica muito o orçamento.

Onde solicitar este empréstimo?

São 14 instituições financeiras homologadas pelo Ministério da Cidadania, entre elas a Caixa Econômica Federal, que oferece taxa de juros de 3,45% ao mês para essa linha de crédito. Entre as instituições privadas que decidiram oferecer o produto está a Zema Financeira com taxa de juros de até 3,5% ao mês.

Porém, entre outros bancos e instituições, mesmo empresas qualificadas não oferecem remessa de Auxílio. O Banco Safra, por exemplo, disse que “embora autorizado, não opera esta linha”.

O Banco Daycoval informou ao InvestNews que “decidiu não iniciar imediatamente a operação de empréstimo do Auxílio Brasil” porque “a ativação do produto exige modificações imprevistas no sistema”.

O Agibank também se habilitou e afirma que ainda não há prazo para confirmar se disponibilizará o produto. O Banco Pan recebeu propostas e aprovou a concessão dessa modalidade de empréstimo até 10 de outubro. “Até o momento, o banco não recebeu novas ofertas”, informou a empresa.

50% ao ano: por que taxas de juros tão altas?

O valor salarial do Auxílio Brasil tem sido criticado por alguns especialistas pelos juros tão elevados. O pagamento das parcelas é descontado do próprio benefício, o que deve dar alguma segurança às instituições financeiras. Se o risco de incumprimento for menor, as taxas de juro também deverão ser reduzidas.

Sendo que quando levo em consideração as taxas de juros básicas da SELIC, que estaria em torno de 13,75% por ano, e a cobrança é de 51,11% dos usuários de baixíssima renda, podemos observar que por detrás desta situação. pense, em quanto os bancos pagam para emprestar dinheiro, e qual é a cobrança para para emprestar.

Por se tratar de um benefício e posteriormente descontado diretamente na fonte pagadora, deveria ter uma taxa de juros muito mais adequada, quase simbólica. As instituições não são filantrópicas, mas a taxa de juros deveria ser bem menor porque o risco é menor.

No entanto, também existem alguns fatores que acabam por empurrar a taxa para cima. “A imprevisibilidade do não pagamento é baixa porque é um desconto de um benefício anterior. Mas, além da possibilidade de uma pessoa abandonar o programa, há incerteza sobre se o governo terá dinheiro para pagar tudo.

E é aí que reside a imprevisibilidade jurídica. 

E se a pessoa for à Justiça e reclamar? 

Um juiz pode interpretar que há abuso de juros desde que não se enquadre na lei do superendividamento. Você pode negociar, diferir o pagamento, etc.

Fonte: https://www.caixa.gov.br/